sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dear Flórida

Você se recusa a me dar o seu sorriso, o seu amor, o seu olhar. Tudo o que tenho é a sua presença, e me sinto tão sozinha. Não consigo explicar, mas devo minha vida à sua frieza e morbidez, me empurrando do penhasco e me obrigando a voar. Procura me afundar, me comparando a pessoas que nem conheço. E nem quero conhecer. Não sou melhor que elas, nem pior. A mistura das minhas personalidades me fazem perfeita como sou, como sempre fui. Mas, já que parece tão necessário, um dia vou tirar fotos que fiquem boas para você, gastar alguns minutos cuidando do cabelo e das unhas, fazer meu desfile pessoal com roupas que uso em ocasiões especiais, e parar de fazer isso só para os outros. Os outros, que não merecem, que não enxergam, que não precisam disso. Você precisa.
Eu devo isso à você.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fim de ano

Como de costume, hora do balanceamento. Nada como enxergar coisas boas em momentos ruins. Eu diria que meu ano foi em formato de um 'V'. E juro, nada tem a ver com o fato de que V é 'a letra'. Digo que ele começou muito bem, depois virou uma merda colossal, e agora está voltando a um estado excelente de novo (em partes). Isso pode significar muitas coisas, mas como acordei pessimista e estraga prazeres hoje, adotei o pensamento de que ano que vem também será um 'V', mas ao contrário. Provavelmente vai começar uma merda, terá uns 4 meses de felicidade e depois vai ficar podre de novo. Fazer o quê... é a vida.
Bom... esse ano fiz coisas que nunca tinha feito antes. Por ordem de eventos de 'Primeira vez que': consegui um emprego, pedi demissão de um emprego, fiz 18 anos, terminei um namoro significante, fui no parque villa lobos, entrei na faculdade, ganhei um notebook, conheci pessoas que me deixaram realmente preocupada com o futuro da humanidade (to falando de verdade, pode ter acontecido antes, mas nunca com essa intensidade), realizei um sonho antigo, visitei uma agência de publicidade... entre muitas outras coisas. Mas as coisas importantes (tipo começar a trabalhar, terminar um namoro e começar outro, passar na faculdade) serão as que marcarão o ano de 2010 pra mim. Foi um ano diferente dos demais. Nesse momento vocês pensam que isso pode ser meio óbvio... mas eu realmente sinto diferença, e isso é estranho pra mim. E que mesmo eu pensando que mudei muito como pessoa, neste exato momento resgato sentimentos antigos que eu abomino. E me pergunto porque classifico minha tristeza, melancolia e solidão como sentimentos antigos. Porque pensando bem... eu ainda sempre estou triste, melancólica e solitária. Mesmo que esses sentimentos tenham predominado no meu passado, não dando espaço para aquela felicidade momentânea que alegra o dia das pessoas, eu sou uma idiota ingênua quando acredito que não estão mais presentes, e quando acredito que a felicidade é para sempre.
Aceite, Anna Laura. Você é uma pessoa comum.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hoje foi um dia normal. Fiz umonte de coisas que não queria fazer.
Pra começar, acordei. Comi macarrão, nem queria. Vi TV deitada no sofá, morrendo de calor, um inferno. Fui em uma festa, fora do clima. Ouvi samba, estourei meus tímpanos e minha paciência. Esperei um telefonema inexistente, garota ingênua. Cheguei em casa, apodreci, e me perguntei 'e agora?'
- E agora nada, ué.
Ah, sim. Queria agradecer à Van, que comentou no meu último post. De alguma forma não consigo comentar no seu blog, tem aquela palavrinha que é obrigatório digitar pra publicar o comentário, mas não aparece a caixa pra digitar ._.
Mas estou planejando fazer meu próximo post sobre o assunto do comentário, então sem problemas. Afinal, nunca me canso de falar sobre as coisas negativas e positivas sobre um relacionamento qualquer.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

101

Bad bad bad bad bad!
Não quero fazer nada! Não quero fazer NADA!
Só de pensar em fazer alguma coisa eu começo a chorar!
._.
Não quero ver ninguém.
Nem pensar em ninguém.
Nem pensar em nada.
Quero só continuar aqui, no escuro, olhando pra TV desligada, sentindo o frio que vem da varanda, mas com preguiça de pegar algum agasalho ou fechar a porta.
Mas também não quero fazer isso =/
E agora? To ficando desesperada!
Quero apagar! Quero fechar os olhos e sumir! Sumir por um tempão. E sumir sozinha.
Mas que preguiça de pensar nisso também. Coisa chata e angustiante. Eu não deveria estar assim. Mas por que estaria diferente? Sempre fui assim, não espero mudar.